O homem está de parabéns. Varreu toda a gente que não tem lugar na Selecção A (mesmo não tendo anunciado o abandono após a desgraça do último Europeu; leia-se Ricardo) e apostou nas novidades para motivar os presentes e os ausentes. Se calhar, o "poder instituído" pelo "Mister $colari" pensava que ía dar 15-0 às Ilhas Faroé... eis a convocatória, que, sublinhe-se, dispensou o mediatismo de numa conferência de imprensa:
Atletico Madrid: Simão Chesea FC: Bosingwa, Deco, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho Dinamo de Moscovo: Danny FC Porto: Bruno Alves e Raúl Meireles Galatasaray SK: Fernando Meira Málaga CF: Duda Manchester United FC: Nani; Real Madrid CF: Pepe SC Braga: Eduardo SL Benfica: Carlos Martins, Nuno Gomes e Quim Sporting CP: João Moutinho SV Werder Bremen: Hugo Almeida US Lecce SPA: Antunes; Valência CF: Manuel Fernandes e Miguel VFL Bochum 1848: Daniel Fernandes
A participação lusa na edição de 2008 dos Jogos Olímpicos de Verão tem sido muito... bom, é melhor nem dizer o que me vai na cabeça. Os comentadores da RTP, esses estão, suavizam as derrotas com eufemismos bárbaros. Devem pensar que somos estúpidos. Vejamos dois bons exemplos disso mesmo:
- A judoca, de quem se esperava muito, acabou por ficar pela fase inicial após ser derrotada num combate que foi uma autêntica final antecipada.
- O nadador fez um excelente tempo; um novo recorde nacional que, contudo, não foi suficiente para o apuramento. No entanto, há quatro anos esta marca teria servido para atingir a final, o que demonstra bem como esta modalidade evoluiu.
De acordo com o ranking das 100 maiores fortunas em Portugal, publicado todos os anos pela revista Exame, os nossos ricos tornaram-se mais pobres, tendo na sua generalidade visto as respectivas fortunas serem reduzidas para metade. Parece que a culpa é do mercado bolsista... mesmo assim, estes 100 indivíduos apresentam rendimentos que atingem qualquer coisa como 20 por cento do Produto Interno Bruto de Portugal. São, pois, os chamados "pobres-ricos". Aliás, arrisco-me a dizer que, se forem contempladas as 500 maiores fortunas, este valor chega facilmente a 1/3 do valor produzido pela totalidade da população activa. A antítese, portanto, dos "pobres-pobres" - os restantes 99% dos contribuintes que, no fundo, fazem este país andar. Para a frente ou para trás? Não interessa. Este país não é para eles...
Ena! Afinal o homem também está na SIC a partir de Santarém, presumo eu que nas instalações da Câmara Municipal. Polivalência e "omnipresência", meus amigos...
- Assaltar uma dependência bancária é uma acção que envolve pena de prisão para quem a pratica. Para quê, então, fazê-lo mesmo em frente ao Estabelecimento Prisional de Lisboa?
- Na ficção, os negociadores usam o telefone. Por que razão é que os negociadores portugueses usam um megafone?
- Tendo em conta a nacionalidade dos assaltantes, terá o negociador da polícia portuguesa tentado comunicar com os sequestradores sem atropelar as formalidades do novo acordo ortográfico?
- Francisco Moita Flores é autarca, sendo presidente da Câmara Municipal de Santarém. Ou seja, é um responsável de um cargo público com elevadas responsabilidades. Alguém me explica por que razão é que ele passa metade do dia na SIC?
Se não te vejo nem te sinto perto, Alentejo querido do meu Portugal amado, És ferida que faz sangrar o meu coração aberto; Mas mais triste fico com o teu maldito fado. As longas rectas rasgam um imenso deserto, São curvas que não te levam a qualquer lado. Por muito que ver-te seja para mim uma esperança, Perdoa-me; prefiro pensar em ti numa saudosa lembrança.
E-mail enviado hoje, às 19:19, para o serviço de apoio a clientes da BRISA (servico.cliente@brisa.pt):
Exmos Srs,
Venho por este meio fazer uma reclamação – talvez seja chamar-lhe um desabafo, visto que sei por experiências anteriores que este e-mail apenas vai servir para alimentar os dados estatísticos. Este desabafo diz respeito a um serviço não prestado pela BRISA no que concerne à concessão da sua rede viária e que hoje fez com que eu e a minha família (e muitos mais portugueses que seguiam hoje de manhã pela A2 de sul para norte, certamente) acabássemos por ficar presos durante mais de duas horas no trânsito caótico que resultou do acidente em cadeia ocorrido na ponte sobre o rio Tejo.
Passo a explicar. Vinha a conduzir do sul em direcção a Lisboa. Só depois de passar o nó de Palmela (e as respectivas portagens) é que a BRISA avisava, através de um dos vários painéis informativos de que dispõe ao longo da via, que o trânsito estava lento entre o Fogueteiro e Almada. A solução, dizia o painel, era apanhar a saída para a ponte Vasco da Gama, pela qual tinha passado há largos quilómetros.
Eu faço a IC19 todos os dias e sei que fazer três quilómetros em 20 minutos é sinal de trânsito lento. Demorar duas horas para percorrer pouco mais de 10 quilómetros é tudo menos trânsito lento. É trânsito parado. Pode parecer ridículo, eu sei, mas a questão do português faz muita diferença – eu que o diga, que tenho de lidar diariamente com a Língua que todos falamos (ou tentamos falar) por virtude da minha profissão.
Pormenores linguísticos à parte, gostava eu de saber por que razão essa informação não foi prestada nos painéis informativos anteriores à saída para a ponte Vasco da Gama. Não seria nada de anormal. Recordo-me de uma vez em que vinha do Alentejo à noite e segui pela ponte Vasco da Gama (saindo para a A12, portanto) precisamente por indicação da BRISA de um acidente que afectava a circulação na ponte sobre o rio Tejo. Se a BRISA pode ajudar os condutores a evitarem situações como esta, de modo também a minimizar o tempo de espera dos condutores que não podem escapar às circunstâncias (quem entrasse na A2 para norte no nó do Fogueteiro, neste caso concreto de hoje), tanto melhor. Ou as dezenas de euros que se gastam entre viagens pelas auto-estradas e redes viárias concessioanadas pela BRISA apenas dizem respeito ao alcatrão que se pisa?
Talvez assim o seja. Isto porque, quilómetros à frente – a poucos metros do final do pesadelo mas ainda a largos minutos de sair dele – reparei num painel (des)informativo. O último presente na ponte sobre o rio Tejo no sentido sul-norte, julgo eu. E não resisti; pedi para tirarem uma fotografia que vos faço chegar em anexo, pois há situações em que é mesmo ver para crer. O que a imagem mostra é um painel que diz que as três vias estão desimpedidas; contudo, existe um corte na via da esqueda. Em que é que ficamos? Metros à frente, estava um agente da GNR a regular o trânsito a meio do tabuleiro – apenas uma faixa passava de cada vez. Entre olhares para o cronómetro (o seu próprio relógio, entenda-se) e conversas com automobilistas, ordenava a marcha de blocos de veículos. Já agora, e para que o painel não fique ainda mais confuso, afinal a faixa da esquerda estava mesmo bloqueada...
Em conclusão: Se calhar o melhor é mesmo a BRISA não prestar informações nos painéis. Ironia à parte, não quero crer que o facto de não serem cobradas portagens em Agosto na ponte sobre o rio Tejo seja uma desculpa para não se prestar o serviço que se espera da empresa, que é como quem diz não haver ninguém a trabalhar para prestar a tempo e horas este tipo de informações tão cruciais para o bom funcionamento das nossas redes viárias. E, quem sabe, para a redução da sinistralidade nos dias de hoje.
Apesar da surpresa que o pequeno "Djalmir" nos preparou - aparecimento da varicela logo no primeiro dia de férias, seguimos viajem para o Alentejo. Onde moram hoje sobretudo alemães, holandeses e, claro está, alentejanos. Os dois espécimes caninos misturam um pouco esta realidade. Um chama-se Spikey e o outro Rambo - não por causa do filme mas sim em honra a um apresentador de TV holandês. Como seria de esperar, são brincalhões e não têm quaisquer problemas em vir "mendigar" por comida e algumas festas...
Poucos são os cenários me fazem tão bem à alma. Talvez este seja o melhor. A certa altura, o piloto automático entra em acção. As mãos já sabem o que fazer. Vira-se o voltante para um lado. Vira-se para o outro. Vislumbra-se a lomba e o coração acelera. Assim que se começa a descer, acalma. Quem me tira esta vista, tira-me tudo.
O meu pequeno "Djalmir" faz hoje dois anos. Parece que foi ontem que nasceu... quem diria! Já está quase a entrar nas escolinhas de futebol do Glorioso! Bem, reformas antecipadas à parte, não poderia deixar passar este dia em branco. E a melhor homenagem que me lembrei de lhe fazer foi dedicar uma música. De Ozzy Osbourne. Exacto, do "Prince of Darkness"...
Do seu único trabalho com Steve Vai nasceu em 1995 «My Little Man», uma música a meu ver formidável que integra o álbum «Ozzmosis» e que fala sobre a relação entre Ozzy e o seu filho Jack, na altura com dez anos. Como pai, é impossível dissociar-me dela. Sempre que a ouço, penso no pequeno "Djalmir". Outra coisa não poderia ser.
A música não tem propriamente um teledisco. Mas houve alguém que, em boa hora, decidiu fazer a colagem de uma série de sequências de «O Rei Leão». Como podem ver, encaixam na perfeição nesta preciosa melodia.
Don't you know I love you more than life itself Don't you know that you're my pride And I would not have you walking through this world Without me by your side
Go to sleep my little man | Don't you weep my little man
I'd like to keep you with me all your life But I know I can't do that So I must try to teach you wrong from right To keep the vulture from your back
And when you're dreaming you can talk to angels So wipe the tears from your eyes And if there's demons that try to steal you breath away You can't believe that, know my spirit will be standing by your side
You saved me, you gave me, the greatest gift of all Believe me, believe, there ain't no mountain that's too tall
I will gladly carry your cross for you to take your pain away But what I can't carry is my love for you beyond my dying day
So be strong my little man | When I'm gone my little man You got to be my little man | So don't you weep my little man Go to sleep my little man | Don't you weep my little man You got to be my little man | So don't you weep my little man
Um post recente num blog da minha blogosfera fez-me despertar para algo que até pode estar sempre presente mas nem sempre está consciente: a importância dos amigos nas nossas vidas. Falo das verdadeiras amizades, daquelas que nos tocam o coração. Que duram uma vida. Que vão para além da morte. De um familiar. De um amigo. De um amor passado, presente ou futuro.
Composto e imortalizado pelos Queen, «Friends Will Be Friends» é um tema que fala como poucos da amizade no seu mais puro sentido.
Another red letter day So the pound has dropped and the children are creating The other half ran away Taking all the cash and leaving you with the lumber Got a pain in the chest Doctors on strike what you need is a rest Its not easy love but youve got friends you can trust
Friends will be friends When youre in need of love they give you care and attention Friends will be friends When youre through with life and all hope is lost Hold out your hands cos friends will be friends Right till the end
Now its a beautiful day The postman delivered a letter from your lover Only a phone call away You tried to track him down but somebody stole his number As a matter of fact Youre getting used to life without him in your way Its so easy love cos you got friends you can trust
... e ainda agora vai a meio. Estava a televisão sintonizada no Jornal Nacional da TVI quando vejo uma notícia espantosa. Já fui a muitas conferências de imprensa interessantes. Já assisti a algumas que talvez se resolvessem apenas com o envio de um press release. E já estive presente numas quantas que não faziam qualquer sentido (poucas, felizmente). É nesta última categoria que enquadro o que passo a descrever.
O filme «Call Girl» passou a DVD. Wooooooooooooopiiiiiiiiiiiiiiii-Doooooooooooooo... convida-se a imprensa com o engodo habitual: o realizador António-Pedro Vasconcelos, o actor Ivo Canelas e a "actriz" (perceberão as aspas, certamente) Soraia Chaves. Diz ele que o filme é muito bom e que por isso tanto resulta no grande como no pequeno ecrã. Ó Ivo, diz logo o que pensas: comprem a porcaria do DVD e passem mas é para cá o meu.
Eu até gostava do "Joca" na série «O fura-vidas»...
PS - Eu não devia estar a dizer isto, mas... será que eles já ouviram falar da Internet?...
A banda tem tantos anos de existência como eu de vida. Aliás, foi por poucos dias que não nascemos no mesmo mês.
Depois de diversas mudanças, os britânicos Iron Maiden voltaram à formação que lhes deu os maiores sucessos. Quem teve a oportunidade de os ver na passada quarta-feira no Super Bock Super Rock 2008 pode comprovar que, apesar da idade, ainda estão aí para as curvas. Uma palavra para o vocalista Bruce Dickinson, que mostrou o porquê de ser considerado como um "monstro" em palco. Depois de Freddie Mercury (já falecido) dos Queen e de James Hetfield dos Metallica, para mim é sem dúvida alguma um dos três melhores líderes de bandas de rock de sempre.
Em forma de agradecimento pelo excelente concerto a que tive a oportunidade de assistir, o hit desta semana é a balada «Wasting Love», que integra o álbum Fear of the Dark - o mais bem sucedido de sempre da banda. Afinal de contas, os Iron Maiden não são um grupo de 'gadelhudos' que só sabem fazer barulho...
Maybe one day I'll be an honest man Up till now I'm doing the best I can Long roads, long days, of sunrise, to sunset Of sunrise to sunset
Dream on brothers, while you can Dream on sister, I hope you find the one All of our lives, covered up quickly by the tides of time
Spend your days full of emptiness Spend your years full of loneliness Wasting love, in a desperate caress Rolling shadows of nights
Sands are flowing and the lines are in your hand In your eyes I see the hunger And the desperate cry that tears the night
Quem já ouviu a música não precisa de saber mais nada. Quem ainda não teve o prazer de o fazer, basta fazer play e seguir a letra. Brandi Carlie é mais do que uma daquelas 'ilustres desconhecidas'. A sua voz fantástica e a sua música - esta música em particular -, mececem muito mais do que ficar conhecidas por estarem associadas a uma série de televisão norte-americana ou a um spot publicitário de uma marca de cevejas nacional...
Nota: Esta é a versão do videoclip que faz parte da banda sonora original de «Anatomia de Grey». A versão original está aqui.
All of these lines across my face | Tell you the story of who I am So many stories of where I've been | And how I got to where I am But these stories don't mean anything | When you've got no one to tell them to It's true...I was made for you
I climbed across the mountain tops | Swam all across the ocean blue I crossed all the lines and I broke all the rules | But baby I broke them all for you Because even when I was flat broke | You made me feel like a million bucks You do... I was made for you
You see the smile that's on my mouth | It's hiding the words that don't come out And all of my friends who think that I'm blessed | They don't know my head is a mess No, they don't know who I really am | And they don't know what I've been through like you do And I was made for you...
Pensei em publicar esta mensagem como uma espécie de tributo ao meu amigo jpt, que na sua rública «Questões do dia-a-dia» tem mantido como que uma perseguição a esse fenómeno chamado Imodium. Para quem não sabe, trata-se de um medicamento que, adaptando o slogan, é capaz de «parar a diarreia antes que a diarreia nos pare a nós».
A ideia surgiu-me quando, no início de uma telenovela nacional transmitida pela TVI, vejo que a mesma é patrocinada por... Dulcolax! Portanto, de um lado temos algo para prender a tripa. Do outro, algo para a soltar. Interessante!
Mas o mais delicioso (perdoem-me a escolha infeliz de palavras...) sobre o Dulcolax encontra-se no seu site, mais precisamente na secção das perguntas mais frequentes (ou, como se diz em português do Allgarve, FAQ). A certa altura, algo me salta à vista:
«O Dulcolax® pode ser tomado ao mesmo tempo que os contraceptivos?»
Só de imaginar a cena... que pesadelo! Mas depois li a resposta e fiquei mais aliviado (peço novamente desculpa pela expressão). "Ao mesmo tempo" não é a mesma coisa que "em simultâneo". Vejamos a resposta:
«Sim. O Dulcolax® em drageias ou supositórios não produz efeito até chegar ao intestino grosso.»
Ah bom... de qualquer forma, e porque o seguro morreu de velho, deixo um conselho: Há que evitar tomar Dulcolax e depois ir para o 'bem-bom'. Pode correr mal, digo eu...